Uopeccan disponibiliza estrutura completa para realização de transplante de fígado

Doação de acordo com o dicionário significa a ação de doar, de oferecer alguma coisa alguém, mas quando o assunto é doação de órgãos, esse ato de amor tem o poder de salvar vidas. O “Setembro Verde” chegou para lembrar as pessoas sobre a importância desse mês. “É importante que todos que desejam ser doadores, caso falecerem algum dia, devem manifestar esse desejo à sua família durante a vida, pois apenas ela pode autorizar”, ressaltou o médico cirurgião da Uopeccan de Cascavel, Dr. Matheus Takahashi Garcia.

A doação de órgãos pode ocorrer tanto em vida ou quando um paciente recebe o diagnóstico de morte encefálica, ou seja, que não tem perspectiva de sobreviver. Alguns órgãos podem ser doados em vida, enquanto outros apenas após a morte. O rim, por exemplo, é um órgão que pode ser doado em vida, enquanto o coração, pulmões, fígado e córneas só podem ser doados apenas depois da morte do doador. Segundo o especialista, ainda tem resistência por parte de algumas famílias em autorizarem a doação dos órgãos de seus entes queridos. “A falta de informação ainda é um dos principais fatores, que levam as pessoas não serem doadoras, já algumas têm medo e insegurança. Precisamos conversar mais sobre a doação de órgãos, esse ato nobre salva muitas vidas. É necessário que esse assunto faça parte das reuniões familiar e roda de amigos”.

 

Transplante hepático

Desde setembro de 2017, até o momento já foram realizados 143 transplantes de fígado, a equipe multiprofissional é composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, assistente social, psicóloga, entre outros. “O transplante é um procedimento complexo, que envolve muitas pessoas. Uma parte da equipe tem que se deslocar até o local da doação para realizar a cirurgia de retirada e preparo do órgão a ser transplantado e outros profissionais fazem o implante do órgão. Geralmente são cirurgias longas onde substituímos o órgão, que não está mais funcionando adequadamente pelo outro que irá realizar a função correta”, afirmou Dr. Takahashi, responsável técnico pelo serviço de transplante hepático.

A sobrevida do paciente transplantado pode chegar a mais de 90% no primeiro ano. O Serviço de Transplante Hepático da Uopeccan dispõe de alguns recursos para minimizar os riscos e aumentar a segurança do procedimento, como o dispositivo de autotransfusão e recuperação de sangue (chamado de Cell-Saver).  Além do equipamento de tromboelastografia, que permite o controle do funcionamento dos fatores de coagulação durante a cirurgia. “O período mais crítico é o primeiro ano após o transplante, é mais comum de acontecer complicações, principalmente de infecção porque a paciente vai ter a imunidade diminuída para evitar a rejeição dos órgãos”, destacou a gastroenterologista e hepatologista, Lilian Cabral dos Santos.

Para quem é indicado?

O transplante de hepático é necessário quando o paciente desenvolve o que chamamos de cirrose, que é quando as células do órgão vão perdendo a função e sendo substituídas por tecido não funcional. Isso pode acontecer por vários motivos, como hepatites B e C, alcoolismo, acúmulo de gordura no fígado por longos períodos, doenças autoimunes e alguns tumores. Na dúvida sobre ter ou não algum problema que possa levar à cirrose, o importante é procurar um especialista para uma avaliação.

 

Cuidados pós-operatórios

– Evitar ingerir alimentos crus e de procedência não conhecida;

– Manter cuidados básicos de higiene como lavagem de mãos;

– Evitar lugares aglomerados, principalmente em tempos de pandemia;

– É necessário tomar corretamente os imunossupressores, nos horários pré-estabelecidos e realizar exames e consultas ambulatoriais periodicamente, conforme a orientação médica.