SOBRE O CÂNCER DE PELE MELANOMA

Você sabe o que é melanoma?

 Melanoma é o câncer oriundo dos melanócitos, que são as células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele e olhos por exemplo. Assim, pode ocorrer melanoma na pele, olhos e mucosas, como do aparelho respiratório, digestivo ou reprodutor; sendo que 91,2% dos casos de melanoma acomete a pele. Por sua vez, apenas 5% dos cânceres de pele são melanomas e apresentam potencial metastático, ou seja, podem se espalhar para linfonodos ou para outros órgãos.

Uma pintinha pode esconder um câncer?

O melanoma geralmente é enegrecido, mas pode ser amelanótico também, ou seja, da cor da pele, o que geralmente retarda o diagnóstico. Logo, o principal sinal de alerta que leva o paciente a procurar um médico deve ser mudança no padrão da “pintinha”, ou seja, se houve crescimento, mudança de cor, começou a coçar ou sangrar. Mas para o médico há os 5 sinais de alerta conhecidos como ABCDE.

A –  Assimetria, quando se divide a lesão em 4 partes e cada uma delas é diferente.

B- Bordas, o contorno da lesão é todo irregular.

C- Cor, múltiplas cores que variam do cinza, marrom, azul, preto e branco.

D- Dimensão, maior do que 5-6 milímetros.

E- Evolução, lesão que está crescendo ou mudando de alguma forma.

Contudo, o médico deve estar ciente de que não é necessário preencher os 5 critérios para suspeitar de melanoma, desde que apenas 1 deles esteja presente, geralmente o E, o paciente já deve ser encaminhado ao especialista, seja dermatologista ou oncologista.

Os melanomas começam já como melanoma, mas 20% dos casos podem começar a partir de pequenas manchas marrons na pele salientes ou não, conhecidas como pintas.

Quais são os principais sintomas da melanoma?

Os melanomas cutâneos são lesões com histórico de crescimento local e, com o tempo, podem evoluir com nódulos subcutâneos (embaixo da pele) próximos a esta lesão inicial, linfonodos aumentados (as famosas ínguas) e, por fim, metástase para outros órgãos como o fígado, pulmão, ossos e sistema nervoso central.

Como prevenir?
Segundo a Dra. Mariana Tais Ferreira Moreira a principal forma de prevenção de câncer de pele é evitar a exposição solar especialmente das 10h às 16h, “ é indicado usar barreiras físicas (chapéu, boné, calças compridas e camisas de manga longa com tecidos grossos, óculos de sol e até guarda-chuva) e protetor solar (aplicar em toda a pele exposta 30 minutos antes da exposição solar, na dose de uma colher de chá para cada região no tamanho de uma palma e reaplicar a cada 2 horas se em ambiente aberto ou a cada 4 horas se em ambiente fechado)”, diz.

Lembrando que os grupos de risco são pessoas de pele e olhos claros, com exposição solar importante (geralmente exposição intermitente e em altas doses, os famosos “torrões”), história de bronzeamento artificial ou de melanoma prévio, seja do próprio paciente ou em membros da família próximos.

Quais os tipos de tratamento?

A lesão inicial, caso suspeita, deve ser submetida a biópsia, geralmente com a ressecção de toda a lesão ou, ao menos, da área mais suspeita. Após a confirmação do diagnóstico, exames, como tomografias, podem ser necessários para saber o “quão avançado é a doença”. A seguir, pode ser necessária outra cirurgia para reduzir o risco de recidiva local (voltar a doença no local onde começou) com a ampliação de margens e pesquisa do linfonodo sentinela (quando retiramos apenas 1 linfonodo/ íngua que receberia a doença), este para descartar a hipótese de disseminação da doença. Se houver doença nos linfonodos ou em outros órgãos, será necessária quimioterapia, hoje também contamos com a imunoterapia, técnica na qual estimulamos o sistema imune do paciente para ele reconhecer o tumor e atacá-lo, e a terapia-alvo, quando o tratamento ataca uma característica que só as células do tumor possuem. Já a radioterapia pode ser utilizada como um complemento no local onde começou a doença se houver alto risco de recidiva, nos linfonodos ou ínguas pelo mesmo motivo, e nos casos de metástases ósseas ou em sistema nervoso central.

Fonte: Dra. Mariana Tais Ferreira Moreira CRM 27788

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal – Melanoma extensivo superficial

Imagem: Arquivo pessoal – Melanoma extensivo superficial

Imagem: Arquivo pessoal – Melanoma extensivo superficial

 

Imagem: Arquivo pessoal – Melanoma extensivo superficial

 

Imagem: Arquivo pessoal – Melanoma extensivo superficial