“Ser brigadista é carregar a missão de ajudar”, afirma voluntário da brigada

Dentro de um ambiente hospitalar, é preciso se prevenir e estar preparado para todas as adversidades que possam acontecer. E para auxiliar nesse trabalho, existem os brigadistas. Eles são colaboradores voluntários divididos em grupos de combate a incêndio, primeiros socorros e na evacuação/retirada das pessoas em caso de emergência, que contribuem em casos necessários. E nesse dia 2 de julho é comemorado o Dia do Brigadista.

No Complexo Hospitalar Uopeccan, existem 160 brigadistas, sendo 95 em Cascavel e 65 em Umuarama. “Quem tem interesse em se tornar um brigadista, basta deixar seu nome no SESMT e realizar o curso, que é dividido em teórico e prático. No teórico, abrangendo todas as áreas e no prático, uma simulação de tudo que aprendeu no conteúdo teórico. Todos os grupos são de muita importância para um bom resultado”, explica a técnica em segurança do trabalho do SESMT de Cascavel Jaqueline Kanoff.

Dessa forma, em qualquer situação que exponha os colaboradores e pacientes a risco de incêndio ou outros casos de emergência, os brigadistas são acionados, sempre durante o horário de trabalho. Para isso, os grupos também são divididos de acordo com os turnos: manhã, tarde, noite 1 e noite 2.

“Uma equipe bem treinada pode evitar um incêndio em grandes proporções e, quando necessária a atuação do Corpo de Bombeiros, são os responsáveis por passar as informações, como localidade do chamado, material em chama, meio de extinção do fogo (extintores, hidrantes e quadros elétricos a serem desligados), mantendo as entradas e os corredores desobstruídos na chegada da equipe especializada”, destaca a técnica em segurança do trabalho do SESMT de Umuarama, Giselle Soares Bueno, sobre a importância do treinamento e dos profissionais.

Brigadista desde 2018, o supervisor de T.I da Unidade de Umuarama, Halef Almeida, explica que a necessidade de estar preparado para combater adversidades foi o que o motivou a se tornar parte da brigada. “Estamos rodeados de perigos, porém um incêndio pode tomar dimensões catastróficas se o combate inicial não agir corretamente, ainda mais dentro de um hospital, e é isso que me motivou, saber que posso fazer mais ainda por todos diante de uma situação de emergência e que posso ser uma peça-chave no combate inicial às chamas”.

Ele finaliza destacando a importância da equipe da brigada e o peso que esse trabalho possui: “ser brigadista no hospital é carregar consigo a missão de ajudar e preservar a todos em uma situação de perigo, seja um paciente, um acompanhante ou um colaborador. A vida de todos importa”.

Já o colaborador da manutenção Joabi Silva de Goes, faz parte da brigada desde 2016. “Meu antigo supervisor apresentou o trabalho da brigada, como funcionava e perguntou seu tinha interesse em participar. Aceitei, porque é uma função muito legal e importante dentro do hospital, para estarmos preparados em casos necessários”.

Orientações em caso de incêndio

  • Em caso de incêndio, acione o alarme que está junto ao hidrante;
  • Quando o alarme for acionado mantenha a calma, não há necessidade para pânico, aguarde instruções de nossos colaboradores e brigadistas;
  • Se necessário realizar a evacuação do local, siga as orientações deslocando se até o pátio externo do hospital – Ponto de Encontro (no pátio das ambulâncias, em frente a portaria);
  • Desloquem-se de forma ordenada, rápida, porém sem correr, evitando aglomerações nas portas de saída;
  • Na presença de fumaça, mantenha-se abaixado e saia do local;
  • Ao sair, utilize as rampas ou escadas de emergência. Não utilize o elevador;
  • Nunca volte buscar objetos ou pertences pessoais;
  • Deixe as entradas livres para os brigadistas e Corpo de Bombeiros.