Programa Diagnóstico Precoce auxilia profissionais de saúde na identificação do câncer infantojuvenil

Em parceria com o Hospital do Câncer Uopeccan, o Programa do Instituto Ronald McDonald contribui com o aumento da identificação precoce da doença em crianças e adolescentes através da disseminação do conhecimento sobre os sinais e sintomas da doença. “Através da capacitação tive a oportunidade de ter uma visão mais ampla no processo da realização do diagnóstico precoce dentro da pediatria e em outras áreas. Desde que eu fiz o curso, é a terceira criança que fiz a suspeita clínica e foi comprovada a doença posteriormente no centro de referência Uopeccan”, afirma residente de pediatria, Bruna Diniz Neiva Giorgenon, uma das participantes do Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil em Cascavel.

O programa tem como objetivo capacitar os profissionais da saúde sobre os principais sinais e sintomas das doenças neoplásicas que são mais frequentes em crianças e adolescentes e como proceder frente a suspeita do diagnóstico de câncer.  Melissa Dorneles de Carvalho, residente em pediatria, já colocou em prática o que aprendeu na formação, “recentemente durante plantão na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) pediátrico, recebemos um paciente com quadro clínico e laboratorial sugestivo de leucemia, conforme aprendemos no curso, o que possibilitou o diagnóstico precoce do mesmo e encaminhamento rápido a Uopeccan para confirmação do diagnóstico e início de tratamento”, ressaltou.

A oncologista pediátrica da Uopeccan de Cascavel, Carmem Fiori destaca que a parceria com o Instituto Ronald McDonald desde 2008, trouxe melhorias para saúde do estado do Paraná: “É um programa que veio para mudar a nossa realidade, nós estamos há 12 anos trabalhando nesse projeto e vimos resultados positivos, as crianças começaram vir com diagnóstico precoce, aumentando assim, as chances de cura”, finalizou.

O Instituto Ronald McDonald atua há mais de 22 anos para melhorar esses indicadores em todo país. “O câncer ainda é a enfermidade que mais mata na faixa etária de 01 a 19 anos no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Embora tenhamos melhorado os índices, ainda temos muito caminho a percorrer para dar ainda mais esperança e chances a essas crianças, adolescentes e famílias. Por isso apoiamos diversos projetos para promover a saúde e qualidade de vida desses pacientes oncológicos antes, durante e após o tratamento”, destaca Francisco Neves, Superintendente do Instituto Ronald McDonald.

 

As chances de cura

A chance de sobrevivência média é estimada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em 64%. Porém, as chances não são as mesmas em todas as regiões do país. Conforme o levantamento feito pelo Inca, enquanto as chances médias de sobrevivência nas regiões Sul são 75% e na região Sudeste são 70%, nas Região Centro-Oeste, Nordeste e Norte elas são 65%, 60% e 50% respectivamente.

 

Disseminando o Conhecimento

Criado em 2008, o Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil do Instituto Ronald McDonald visa promover a identificação precoce da doença por meio de capacitações de profissionais da Atenção Básica de Saúde, pediatras da rede SUS e privada, além de estudantes de medicina e de enfermagem. Em 12 anos de programa, o Instituto Ronald já capacitou, em parceria com diversas instituições do Brasil, mais de 27 mil profissionais de saúde, sensibilizando os participantes sobre a importância dos sinais e sintomas do câncer infantojuvenil como auxílio para o aumento das chances de cura e impactando mais de 10 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil. Em 2020, o programa, em uma versão totalmente digital, capacitou 742 estudantes de enfermagem e medicina e residentes em pediatria. Quer saber mais sobre o Programa Diagnóstico Precoce do Instituto? Acesse: www.institutoronald.org.br/.