Paciente da Uopeccan doa bolinhas terapêuticas para aliviar rotina na oncopediatria

Durante o tratamento oncológico muitos pacientes precisam utilizar o cateter Port-a-cath, que é um dispositivo formado por um reservatório e um cateter, utilizado para administração de medicamentos e coleta de sangue, diminuindo dor e riscos de perda de veias. Lucca Geib Prass, 9 anos, sentiu na pele o desconforto de realizar esse procedimento. “Eu sentia muita raiva no momento que era feito o acesso, queria descontar esse sentimento em alguma coisa, foi então, que resolvi apertar uma folha de papel”, destacou.

A partir desse dia, Lucca começou a pensar em alguma possibilidade de aliviar essas tensões e de outras crianças que estão internados na Uopeccan de Cascavel. “Depois de uma conversa com meu filho, resolvemos comprar bolinhas terapêuticas para ele, e doamos as outras para os pacientes da oncopediatria. Hoje vejo que através desse pequeno gesto conseguimos salvar o dia de outras pessoas”, contou a mãe do Lucca, Débora Simone Geib.

O projeto Amigos do Lucca começou ganhar forma, com criação de um grupo no WhatsApp, onde Débora envia mensagens diárias sobre o tratamento e o estado de saúde do Lucca. “Teve um dia que comentei sobre essa ação que estamos realizando no hospital, e as minhas amigas se prontificaram em ajudar comprando mais bolinhas”.

Segundo a enfermeira da oncopediatria, Simone Viana, as bolinhas estão fazendo um sucesso entre os pacientes. “Temos visto que o brinquedo tem auxiliado bastante o trabalho da nossa equipe durante os atendimentos, além de ajudar aliviar o medo e ansiedade das crianças, transformando o ambiente hospitalar em um lugar mais leve. A proposta foi aceita por todos, quando eles recebem alta levam a bolinha, e depois trazem novamente para o hospital”.

Alguns pacientes têm utilizado para outra utilidade, como é o caso do Kawan Alex da Silva. “Gostei muito, enquanto fico mexendo no celular aproveito para ficar com ela debaixo da minha cabeça massageando”, explicou Kawan.

A implementação do cateter é feita no centro cirúrgico, com ele é possível saber exatamente onde deve ser realizada a punção, causando menos dor e livrando das agulhadas. “A criança chega para nós com o cateter puncionado e quando recebe alta retiramos somente a agulha. Realizamos as orientações para os pais ou responsáveis dos cuidados necessários em casa, e como deve ser feito a troca do curativo nos primeiros dias pós operatório”, diz a enfermeira.