Paciente com câncer não deve abandonar tratamento, alerta médico da Uopeccan

A pandemia da covid-19 tem deixado a população em alerta, principalmente depois do aumento dos casos em todo o país. Para informar e orientar pacientes com câncer sobre as principais medidas voltadas para eles, o Hospital do Câncer Uopeccan traz algumas recomendações importantes durante o tratamento oncológico.

O coordenador do serviço Neurocirurgia Oncológica do Complexo Hospitalar Uopeccan, Stefan Szylewicz, orienta que os tratamentos não devem ser interrompidos, mas na dúvida o recomendável é que o paciente entre em contato com o hospital. “O paciente oncológico não deve abandonar o tratamento em momento algum, se existir atividade da doença ela seguirá sua evolução independente da pandemia ou não. Vale lembrar que o câncer é uma doença de alta evolução, quando é diagnosticada precocemente, ou seja, em estágios iniciais, a probabilidade de cura atinge 90% dos casos”, esclarece o neurocirurgião.

O tratamento oncológico pode ser realizado de três formas: quimioterapia, que utiliza de medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células ao longo do corpo, a radioterapia, que lida com a radiação ionizante no local do tumor e a cirurgia, que tem finalidade de remover o tumor.

Segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, a cirurgia é uma importante aliada ao tratamento contra o câncer e 90% dos pacientes com a doença deverão precisar de cirurgia em algum momento do tratamento. Dados mostram que os procedimentos cirúrgicos muitas vezes podem ser a melhor opção para até 95% dos casos de câncer em estágio inicial. “Dificilmente a cirurgia oncológica poderá ser adiada sem prejuízo no tratamento. Quando o paciente é portador de uma neoplasia maligna, ela permanece em progressão ou com maior possibilidade de metastatizar frente ao atraso no tratamento”, orienta o médico Stefan Szylewicz.

O Complexo Hospitalar Uopeccan conta com uma equipe grande de anestesistas entre as unidades de Cascavel e Umuarama, mantendo sempre a segurança adequada em todos os procedimentos que necessitarem de anestesia. O médico anestesista, Rafael Teruel Berto, ressalta que a anestesia no paciente oncológico representa alguns desafios sob vários aspectos: pacientes complexos, com diversas comorbidades e, muitas vezes, submetidos a tratamentos adjuvantes.

“A cirurgia é um tratamento de primeira linha em grande parte dos casos oncológicos e a anestesia é uma etapa essencial para viabilizar este procedimento. O uso de diferentes agentes e técnicas anestésicas hoje é visto como um dos potenciais fatores que podem vir a influenciar o desfecho oncológico”. Ainda de acordo com o anestesista, para uma cirurgia seja bem sucedida é preciso vários fatores, principalmente o acompanhamento durante o pré-operatório e pós-operatório. “Nesse momento é fundamental uma boa relação médico-paciente, organização e conhecimento dos profissionais de saúde que estarão manejando as diversas etapas que compõem uma cirurgia e olhar para o paciente com olhos de amor, sempre buscando para ele o melhor tratamento”.

Recomendações:

O paciente com câncer durante o tratamento deve tomar algumas precauções nas consultas médicas ou idas ao hospital para se tratar. O Instituto Nacional de Câncer e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica dão alguns conselhos:

– Permaneça apenas o tempo necessário em ambiente hospitalar e evite aglomerações;

– Tente manter distância de outras pessoas, como outros pacientes e até mesmo da equipe de saúde na medida do possível;

– Mantenha a higiene das mãos com álcool e evite tocar no rosto.

Caso apresente sintomas sugestivos de infecção pelo coronavírus, como febre, coriza, tosse seca e falta de ar, procure o serviço de saúde e informe o hospital se tiver algum procedimento agendado.