Maio Azul: Uopeccan alerta sinais para câncer de ovário

Neste mês é celebrado o Maio Azul, período voltado para a conscientização sobre o câncer de ovário, segunda neoplasia ginecológica mais comum em mulheres, ficando atrás apenas do câncer do colo de útero, conforme o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Caracterizada como uma doença silenciosa, é preciso ficar muito atenta aos sinais. “O câncer de ovário inicialmente é assintomático. Em estágios avançados pode apresentar aumento de volume abdominal e dor pélvica, porém esses sintomas não são específicos para câncer de ovário”, explica o oncologista da Uopeccan de Cascavel Dr. Paulo Dondoni.

Além disso, o oncologista completa que o câncer de ovário é mais comum em mulheres que estão na menopausa. Já os principais fatores de risco são: “envelhecimento, obesidade, menarca precoce (primeira menstruação), menopausa tardia, história familiar de câncer de ovário e mutação nos genes BRCA 1 e/ou BRCA 2”.

Ele também pode ocorrer em mulheres mais jovens, principalmente nas portadoras de mutações genéticas que predispõem ao câncer de ovário. Por isso, mulheres que se encaixam nos principais fatores, devem ficar atentas e manter a consulta com o ginecologista em dia, para prevenir a doença ou descobrir em estágios iniciais.

Outra forma de prevenção é manter hábitos de vida saudáveis, com uma boa alimentação e prática de exercícios físicos, para evitar a obesidade, e realizar exames ginecológicos regulares. “O uso contínuo de anticoncepcionais orais por um período igual ou maior de 10 anos reduz o risco de desenvolvimento do câncer de ovário”, indica o oncologista.

Apesar de o mês todo ser voltado para a conscientização, o dia 8 de maio é o Dia Mundial do Câncer de Ovário.

Diagnóstico

Apesar de ser difícil de diagnosticar, manter as consultas regularmente ao ginecologista ajuda a evitar o reconhecimento tardio. Ao contrário do que se pode pensar, ele não é diagnosticado pelo exame de Papanicolau, mas sim pelo ultrassom transvaginal e o exame de sangue do marcador CA-125.

De acordo com Dondoni, os mais comuns são os do tipo epitelial, o adenocarcinoma seroso do ovário e o adenocarcinoma mucinoso do ovário “eles começam no ovário, principalmente sob a forma de cistos, e com sua progressão apresentam disseminação para a cavidade abdominal e linfonodos da pelve e do retroperitôneo”.

Tratamento

Quando o câncer de ovário é diagnosticado precocemente, o tratamento pode ser exclusivamente cirúrgico. Quando em estados mais avançados, é necessário a combinação de cirurgia e quimioterapia para aumentar as chances de cura, como explica o oncologista Dr. Paulo Dondoni.

Além disso, “mulheres com mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 têm indicação de remoção profilática dos ovários após já terem a quantidade de filhos desejada”, finaliza o oncologista.

Se notar algum dos sintomas em seu corpo, não deixe para a última hora, procure um diagnóstico médico com um especialista.