Dia dos Pais: família compartilha história emocionante de tratamento

Era 17 de dezembro de 2021 e Bruno Ferreira, 16 anos, tinha a sensação de que teria mais um dia rotineiro. Até que o lado esquerdo do rosto apresentou uma paralisia. Ao procurar o hospital da cidade onde reside, Pinhão/PR, o diagnóstico ainda não era concreto e lá ele ficou internado por 5 dias. Após receber alta, Bruno apresentou novos sintomas, como hematomas roxos no corpo, fraqueza e dificuldade para comer. “No dia 5 de janeiro meu nariz começou a sangrar, então nós fomos fazer exames no particular. Os resultados apresentaram uma alteração muito grande e recebemos uma indicação para refazer os exames. Eles foram enviados para um hematologista que disse que eu precisava de UTI urgente”, conta.

E foi só no dia 9 de janeiro que o diagnóstico veio: leucemia. O profissional que atendeu Bruno na clínica encaminhou uma carta à Secretaria de Saúde do Paraná, solicitando leito. Naquele momento, a distância era o menor fator de todos, Bruno poderia ser encaminhado para Cascavel, Londrina ou Curitiba.

No dia 14 de janeiro ele foi encaminhado para o Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel. “Naquele instante foi bem chocante, coisa que nenhum membro da família passou, todos nós ficamos muito abalados. Eu fui um dos primeiros que correu atrás de todo o processo dele, levei para a clínica, marquei médico, fui para o particular quando precisamos fazer os exames e pusemos nas mãos de Deus”, relembra o pai, Alfredo Ferreira Prestes, que acompanha o filho desde o início.

Como a família é de outra cidade, Alfredo conta que por meses já ficou longe de casa, para estar junto ao filho. “Quando ele chegou ao hospital, ficou 6 dias internado na UTI e 4 na pediatria, nós recebemos alta, mas ficamos 78 dias sem voltar para Pinhão, porque o estado dele era muito grave e a doutora pediu para ficarmos em Cascavel, pois se acontecesse alguma intercorrência, estávamos próximos do hospital”, nesses dias, a família ficou na Casa de Apoio do hospital.

Bruno faz tratamento com quimioterapia e além do pai, a mãe Ivone Macedo também o acompanha, de forma revezada, porque o casal também tem um filho de 9 anos. “Mesmo que seja difícil, a gente está perto e isso é uma hora que não tem o que fazer, a gente tem que se ajudar, fazer a nossa parte como pai e como mãe”, finaliza Alfredo.

Atendimento humanizado

Entre idas e vindas ao hospital, Alfredo reforça o atendimento humanizado que é feito por toda a equipe de colaboradores. “Aqui sentimos que somos muito bem cuidados, todos nos consideram bem. O atendimento é excelente, todas as horas que precisamos, somos atendidos, somos muito gratos ao hospital”.