Dezembro laranja: pacientes com câncer de pele e colaboradores da Uopeccan recebem protetor solar

O mês de dezembro é dedicado a cor laranja, a luta contra o câncer de pele, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são estimados neste ano no Brasil, 176.930 novos casos, atingindo homens e mulheres, de câncer de pele não melanoma e 8.450 câncer de pele melanoma.  O Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel e Umuarama em parceria com o Instituto Melanoma Brasil, realiza uma ação de conscientização dos cuidados da saúde da pele, entregando protetores solares para pacientes em tratamento de câncer de pele e colaboradores que ficam expostos ao sol. 

Para Rebecca Montanheiro, fundadora e presidente do Melanoma Brasil, a alta prevalência do câncer de pele no Brasil mostra que há muito a ser feito para o País desenvolver uma cultura de cuidado com a pele e prevenção. “Essa ação, em parceria com a Nivea e a Uopeccan, traz excelente oportunidade de incentivo ao uso do protetor e do compartilhamento de informações que ampliam o conhecimento da população sobre o tema, contribuindo para melhores hábitos e para a diminuição de riscos”, explica.

O câncer de pele se divide em dois tipos melanoma e não melanoma. O melanoma tem potencial mais agressivo, pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nas pessoas de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. 

Já o não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, geralmente esse tipo de câncer cresce mais lentamente com apresentação de bolinha branca, rosada ou da cor da pele.  “É preciso ficar atento com as lesões na pele ou pintas que surgem pela primeira vez ou antigas que aumentam de tamanho, com mudança de coloração, contorno irregular ou sangramento, e feridas que não cicatrizam. Caso perceber alguma dessas alterações, é necessário  agendar uma consulta com um especialista”, orienta a dermatologista, Isabella Tostes de Oliveira.

Ivete Wenningkamp, de 42 anos, descobriu o câncer de pele, depois que percebeu uma ferida no seu corpo. “Teve um dia que eu fui vestir uma calça jeans e ela encostou em uma pinta na perna que começou sangrar”. Após uma consulta com a dermatologista, ela foi encaminhada ao Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel e realizou a biópsia e constatou o câncer de pele melanoma. “Há quatro anos realizo o tratamento, foram dois anos entre cirurgia, quimioterapia e acompanhamento médico”, ressalta a paciente.

A médica de Cancerologia Cirúrgica Mariana Tais Ferreira Moreira, ressalta os cuidados para prevenir esse tipo de câncer. “É importante evitar a exposição solar sempre que possível, especialmente das 10 às 16h. Use uma barreira física como óculos, camisa de manga longa, calças compridas, chapéus, guarda-sol e guarda-chuva, se possível roupas com fator de proteção solar. Além disso, é preciso fazer uso de protetor solar em toda a pele que não está protegida pela roupa, com o FPS 30 ou maior, reaplicar se molhar a pele após secá-la ou a cada 4h se em ambiente fechado e a cada 2h se em ambiente externo”. 

 

Fatores de risco:

– Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioletas – UV), principalmente na infância e adolescência;

– Exposição a câmeras de bronzeamento artificial;

– Ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino;

– Ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.