Dezembro laranja: alerta principal é para lesões em desenvolvimento

Dezembro é época de férias, pensar em piscina, praia e muito sol. Mas também é o mês de alerta para a prevenção contra o câncer de pele. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), essa doença é a que mais atinge os brasileiros, sendo responsável por 30% dos casos registrados de tumores malignos no país.

Assim como outros cânceres, o de pele também possui formas de prevenção, conforme explica a cirurgiã-oncológica da Uopeccan, especialista em câncer de pele, Mariana Taís Moreira. “Existem principais cuidados: não se expor ao sol, sempre que possível fazer atividades em ambientes fechados, evitar exposição das 10h às 16h. Usar barreiras físicas, como chapéu de abas largas, guarda-sol, roupas e óculos com fator de proteção ultravioleta. Usar protetor solar, no mínimo com fator 30, em toda a pele exposta, rosto, orelhas, pescoço, nuca, em cima das mãos e dos pés e protetor labial; o protetor deve ser reaplicado a cada 4 horas em quem fica em ambientes fechados e a cada 2 horas em ambientes expostos, sempre que transpirar ou molhar a pele, o ideal é secar e reaplicar o protetor”.

Além disso, é essencial que cada pessoa faça um autoexame e note se possui manchas na pele que estão em desenvolvimento, conforme explica a médica. “Pessoas que têm muitas pintas, principalmente aquelas que são com mais de uma cor, tamanho diferente, elas têm um risco maior de desenvolver o melanoma, aquele câncer de pele mais agressivo, que preenche os critérios do ABCDE. Qualquer lesão na pele, preciso ficar atento? Sim! Qualquer alteração na sua pele que demore mais de que 2, 3 semanas para melhorar ou que esteja crescendo, sangrando, deve te levar ao médico para fazer uma avaliação”.

Regra A, B, C, D, E

Se você notar alguma mancha diferente em seu corpo, pode ficar atento a regra do A, B, C, D, E para identificar possível câncer de pele.

Assimetria: a lesão é dividida ao meio e é verificado se as duas metades são diferentes;

Bordas irregulares: os contornos das manchas são irregulares, cheios de reentrâncias;

Cor: presença de mais de uma cor, variando do preto, cinza, marrom claro ou escuro, azul e branco;

Dimensão: diâmetro maior do que 6mm;

Evolução: critério mais importante, sinal de que a pinta está crescendo, passou a incomodar ou sangrar.

Melanoma e não melanoma

Entre os cânceres de pele mais falados, estão o melanoma e não melanoma. “O melanoma vem de uma célula chamada melanócito, que a gente tem na pele e produz a melanina, que dá o pigmento para a pele, olhos, o que vai aumentar a produção quando a gente fica bronzeado, ele tem o maior risco de ser agressivo, dar raiz para outros órgãos. Os não melanoma são um pouco menos agressivos, que também podem se disseminar para as ínguas ou ir destruindo o local. O quanto antes a gente procurar um médico e ficar atento a esses sinais, mais rápido vai ser o diagnóstico, menores serão as sequelas e maiores serão as chances de cura para essa doença”, finaliza a médica Mariana Moreira.