Depois de quase dois anos, leitos da Covid-19 são desativados na Uopeccan de Umuarama

Balões brancos foram soltos nesta manhã (30) para comemorar o fechamento de um ciclo tão esperado, a desativação dos leitos destinados aos pacientes da Covid-19, na Uopeccan de Umuarama. A medida foi após a redução do número de infectados pela doença na cidade e região, por determinação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Cerca de 2.118 atendimentos foram realizados desde do dia 13 de março de 2020 até o momento. Em um ano e nove meses e 17 dias, e 15.768 horas, vários profissionais trabalharam de forma direta e indireta, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem e radiologia, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, serviço de apoio e zeladoria, engenharia clínica, tecnologia, equipes administrativas, entre outros.

De acordo com o médico infectologista, chefe do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) e da coordenação da ala Covid-19, Raphael Chalbaud Biscaia Hartmann, foi um grande desafio para o mundo, e principalmente para os profissionais da saúde. “Era uma nova doença, ainda desconhecida pela própria ciência. Mesmo sendo um vírus já existente e catalogado o comportamento do coronavírus era completamente diferente tanto na infecção, quanto na rápida disseminação entre as pessoas”.

O especialista relembra que foram meses de luta contra a Covid-19, além do desgaste emocional e físico da equipe multidisciplinar. “Foram dias difíceis, pais, mães, avós e filhos morreram, e cada um deles sofremos muito com a perda. Ficamos ‘doentes’ e foi preciso também sermos cuidados, o apoio dos nossos colegas de trabalho, familiares e amigos foram fundamentais para revitalizar as energias”, contou o médico Raphael.

Dedicação, comprometimento, doação e humanização, essas são as palavras que definem o trabalho feito por todos da Uopeccan, conforme disse a médica, coordenadora da ala Covid, Carla Dal Ponte. “No início o medo fazia parte da nossa rotina, já que tínhamos pouco conhecimento sobre a Covid-19. Com o passar dos dias através de estudos e na prática, conseguimos que tudo funcionasse da melhor forma possível, oferecendo bem estar ao paciente.  Vivenciamos o sofrimento intenso, mas por outro lado fomos presentados com muitas vitórias, foi isso que fez a gente não desistir e lutar até o fim”.

Segundo o diretor da Uopeccan, Wanderley Rosa essa é uma conquista de todos que se dedicam em prol de vidas. “Depois de quase dois anos lutando no tratamento dessa enfermidade, graças à Deus chegamos na reta final. Quero agradecer toda nossa equipe pelo empenho e amor com os pacientes e familiares. Vamos torcer para que essa doença se mantenha em níveis controlados, por isso devemos continuarmos nos cuidando, utilizando máscara e álcool em gel”, enfatizou o diretor da Uopeccan, Wanderley Rosa.