Câncer de Cabeça e Pescoço: fuja dos fatores de risco e fique atento aos sinais

Tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo vírus HPV são esses os principais fatores que levam aos tumores de cabeça e pescoço, localizados nos lábios, cavidade oral, faringe, laringe e cavidade nasal. Além de má higiene bucal, assim como o uso de próteses dentárias mal ajustadas, largas, soltas ou apertadas que levam a lesões na boca.  No dia 27 de julho, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, o Hospital do Câncer Uopeccan chama atenção para a prevenção e diagnóstico precoce da neoplasia.

A cada ano surgem 43 mil novos casos de tumores nessa região, ao mesmo momento em que 10 mil pessoas morrem em decorrência da doença, conforme informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca). “A importância da conscientização desse tipo de câncer é principalmente no diagnóstico precoce, infelizmente a maioria dos casos são diagnosticados na fase avançada. Se você tem alguma ferida na boca que não cicatriza passa duas semanas ou três, rouquidão persistente, nódulos no pescoço, você deve procurar uma assistência medica para fazer uma avaliação”, orientou o médico cirurgião oncológico especialista em cabeça e pescoço, Hildebrando Massahiro Nagai.

De acordo com o cirurgião oncológico, Peterson Fasolo Bilhar, anteriormente o câncer de cabeça e pescoço atingia principalmente a população masculina. “A prevalência dessa doença é maior em homens devido ao excesso consumo de álcool e tabaco, incluindo cigarro, charuto, cachimbos. Porém, na última década foi notado um aumento crescente no número de casos em mulheres devido a infecção crônica pelo vírus HPV. A faixa etária mais acometida é sexta década de vida. Entretanto, também em função do HPV notam-se pacientes mais jovens apresentando esse tipo de câncer”.

             

Pandemia

Com o início da pandemia da covid-19, muitas pessoas estão com medo de procurar atendimento médico e acabam fazendo a automedicação em casa, causando riscos para saúde. “Durante esse período não notamos um aumento da incidência, porém, o número de casos mais avançados tem sido constante, refletindo no diagnóstico tardio e diminuindo a chances de cura. Lembrando, caso o tumor for descoberto em estágio avançado pode haver progressão em outros órgãos como pulmão, osso e fígado”, finaliza o médico, Peterson.