Equipe Multiprofissional

O serviço de Enfermagem do Hospital Uopeccan tem como base acolher o paciente fragilizado pela doença, proporcionando-lhe o conforto e a segurança necessária à recuperação de sua saúde e restabelecimento de seu ciclo vital. Tem como finalidade, atender o paciente integralmente, promover continuamente a excelência de qualidade assistencial, propiciando um ambiente harmonioso e produtivo.

A missão do Departamento de Enfermagem é garantir aos seus pacientes uma assistência direta, sistematizada, humanizada e personalizada, apoiada em princípios éticos, técnicos e científicos, priorizando a qualidade e competência no atendimento, valorizando a união entre a equipe de trabalho.

Os profissionais de enfermagem são os membros da equipe de saúde que usualmente permanecem lado a lado com os pacientes durante todo processo saúde-doença, o que os tornam elementos primordiais para o sucesso do tratamento. Figuram também como facilitadores e minimizadores dos desconfortos trazidos por todo processo da doença oncológica do paciente, principalmente no que diz respeito aos possíveis tratamentos a serem empregados, sejam eles cirúrgicos, quimioterápicos ou outros.

A equipe de enfermagem está presente em todos os setores, nos ambulatórios de Consultas, Triagem Cirúrgica, Quimioterapia, Radioterapia, na Ala de Internamento Clínico, Cirúrgico e Pediátrico, Centro Cirúrgico, Unidade de Tratamento Intensivo, setor de Transplante de Medula Óssea e no Pronto Atendimento. Nossos profissionais seguem manuais de referência assistencial, que tem como objetivo padronizar técnicas de conduta e dar respaldo científico aos serviços prestados.

Ações em educação para a saúde e a busca de um cuidado holístico são uma constante em nosso trabalho, além de profissionais de enfermagem, somos educadores.

A regulamentação do Exercício Profissional da Enfermagem é regida pela Lei nº 7.498 de 25/06/86.

O Serviço de Enfermagem é composto de profissionais de Nível Superior (Enfermeiros) dentre os quais com pós graduação nas mais diversas áreas como: Enfermagem Oncológica, Unidade de Terapia Intensiva, Controle de Infecção Hospitalar, Administração Hospitalar, e de Nível Médio (Técnico de Enfermagem).

O serviço de Farmácia Hospitalar do Hospital Uopeccan funciona 24 horas e atende os seus pacientes por meio de um sistema eficiente e seguro, que permite a rastreabilidade completa de todos os medicamentos e materiais médico-hospitalares através da leitura de Código de Barras ou DataMatrix desde o seu recebimento até a dispensação final. O Hospital Uopeccan também preza pela qualificação de seus fornecedores que precisam atender aos critérios de armazenamento e transporte assegurando a qualidade de seus produtos.

A dispensação dos medicamentos é realizada por meio de dose unitária para os comprimidos e soluções orais (gotas e xaropes), e de forma individualizada para os medicamentos injetáveis. Os horários de prescrição são padronizados facilitando a conferência farmacêutica, dispensação e a administração. Os medicamentos são separados individualmente para cada paciente e entregues no setor respeitando os horários prescritos. Cada pacote é dispensado contendo todas as informações sobre o paciente e horário estampada em uma etiqueta colado na embalagem.

O sistema de etiquetas com as informações do paciente e prescrições com sequencial código de barras associado a rastreabilidade de todos os medicamentos permite a FARMACOVIGILÂNCIA HOSPITALAR, que é a investigação da utilização dos medicamentos pelos pacientes hospitalizados, o que permite a verificação e análise de possíveis reações adversas para interação ágil no bloqueio e rastreamento de qualquer lote de medicamento que venha a ser interditado pela ANVISA.

Todos os farmacêuticos possuem cursos de aperfeiçoamento/especialização em farmácia hospitalar e os auxiliares de farmácia recebem treinamento especializado para atuação na área. Os farmacêuticos preocupam-se diariamente com a avaliação de doses incompatíveis, estabilidade dos medicamentos, interações e incompatibilidade medicamentosa que possam oferecer algum risco ao paciente. Para que junto a equipe multidisciplinar, possam garantir o sucesso do tratamento.

A Farmácia Hospitalar do Hospital Uopeccan atualmente possui uma estrutura organizacional dividida em:

→ Cascavel

*Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF)
*Farmácia Central
*Farmácias Satélites no Ambulatório de Quimioterapia, Centro Cirúrgico, UTI e Ala B
*Central de Fracionamento de Líquidos e Semissólidos
*Central de Fracionamento de Germicidas.

*Farmácia de Manipulação de Quimioterapia

→ Umuarama

*Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF)

*Farmácia Central

*Farmácias Satélites no Ambulatório de Consultas Gerais, Ambulatório de Quimioterapia, Centro Cirúrgico, Pronto Atendimento e UTI.

*Central de Fracionamento de Líquidos e Semissólidos
*Central de Fracionamento de Germicidas.

*Farmácia de Manipulação de Quimioterapia

Ambas as unidades dispõem de:

* Farmacêutico para a CAF

*Farmacêuticos Hospitalares

*Farmacêuticos Oncológicos

ONCOLÓGICA:

Quando se fala em quimioterapia, faz-se referência a um amplo grupo de medicamentos citotóxicos com mecanismos de ação diversos, mas com a característica comum de interromper o ciclo celular em alguma de suas fases. Esta propriedade permite utilizá-los no tratamento de doenças neoplásicas como terapia única, ou em combinação com radioterapia e/ou cirurgia.

A constante evolução dos protocolos, a utilização de novas técnicas e o aparecimento de novos medicamentos, permitiram aumentar o número de pacientes tratáveis e as expectativas de êxito.

O Hospital Uopeccan conta com Farmacêuticos especialistas em Oncologia em ambas as unidades a frente da equipe de farmacêuticos. Devido à alta complexidade do sistema, os farmacêuticos estão em constante aperfeiçoamento científico, dedicando-se a prestação de um serviço especializado e de qualidade. Avaliando diariamente as todas as prescrições e manipulando as quimioterapias.

O Hospital tem como característica o intenso crescimento no número de pacientes, o que eleva mês a mês o número de manipulações.

As unidades de farmácias oncológicas possuem características próprias de dispensação de medicamentos e rotinas pré-definidas através de Procedimentos Operacionais Padrão – (POP), onde também atuam auxiliares de farmácia de manipulação que possuem qualificação especial para desempenhar estas atividades. A manipulação é exclusiva do farmacêutico, a qual assegura que o tratamento prescrito esteja correto em todos os níveis, garantindo assim a qualidade e segurança do tratamento.

A farmácia oncológica divide-se em:

* Central de abastecimento de quimioterápicos;
* Área de higienização (medicamentos e soros);
* Área de paramentação e higienização;
* Área de manipulação de citostáticos (Cabine de Segurança Biológica – II B2).

Atualmente o serviço de Fisioterapia do Hospital Uopeccan atende os pacientes internados na UTI, Enfermaria e Ambulatório de Fisioterapia e conta com profissionais especializados para um atendimento de qualidade e profissional.

UTI – Os pacientes internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) recebem três atendimentos diários e tem como principal objetivo:

• Monitorar os pacientes em ventilação mecânica;
• Realizar exercícios para manter a força e alongamento muscular;
• Realizar exercícios respiratórios;
• Prepará-los para o retorno as atividades da vida diárias;
• Manter treinamento cardíaco.

Os atendimentos são realizados com os pacientes que estiverem restritos ao leito, exercícios de caminhadas e em pé para os pacientes que apresentarem condições adequadas, evitando assim as perdas nos sistemas cardiorrespiratórios, músculos esqueléticos, circulatórios entre outros.

ENFERMARIA – Os pacientes internados nas enfermarias são atendidos diariamente nos quartos e grupos de atendimentos e apresentam como principal objetivo: alivio da dor, manutenção da força muscular, exercícios respiratórios, manutenção de amplitude movimento articular e melhorar a qualidade de internamento, reduzindo os impactos causados pelo tempo de permanência hospitalar e proporcionando maior conforto aos mesmos.

AMBULATÓRIO – O atendimento ambulatorial do serviço da Fisioterapia acontece no período matutino, onde são atendidos os pacientes da comunidade geral encaminhados pelo corpo clínico do Hospital Uopeccan, acometidos pelas mais diversas patologia dentre estas se destaca: pacientes no pré operatório e em pós operatório de cirurgia de cabeça e pescoço, câncer de mama, cirurgias torácicas, cirurgias ortopédicas, amputações e pacientes clínicos oncológicos.

O ambulatório conta com os mais modernos aparelhos e acessórios para reabilitação e profissionais especializados para um atendimento adequado as necessidades dos pacientes.

Fonoaudiologia em Oncologia:

A Fonoaudiologia, na área da oncologia, concentra-se, principalmente, no atendimento a pacientes submetidos a cirurgias de cabeça e pescoço. O tratamento para o câncer, incluindo a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, pode ter como conseqüência alterações na cavidade oral, faringe, laringe e sistema nervoso, acarretando dificuldades na comunicação oral e na alimentação.

Estes tratamentos podem envolver as regiões de lábios, boca (mucosa, gengivas, palato duro, língua, assoalho de boca), orofaringe (tonsilas palatinas, palato mole, base da língua), cavidade nasal e seios paranasais, nasofaringe, hipofaringe, laringe e glândulas salivares. Como conseqüências, dependendo do local e extensão do tumor, pode haver acúmulo de secreções, disfagia, aspiração, redução de paladar, problemas dentários, mudanças na quantidade de saliva, dificultando a fala, a voz, a mastigação e a deglutição.

O paciente submetido ao tratamento oncológico de boca e orofaringe pode vivenciar alterações em uma ou mais fases da deglutição, vindo a apresentar uma disfagia. A localização do tumor, a extensão e o tipo de tratamento determinam quais os comprometimentos funcionais.

As dificuldades alimentares decorrentes da disfagia isolam o paciente do convívio familiar e social durante as refeições. Nestes casos, o ato de comer, que costuma ser prazeroso, passa a ser realizado com privação. As seqüelas vocais (alterações na voz) implicam diretamente na comunicação oral, essencial na manutenção do convívio social.

O enfoque do tratamento Fonoaudiológico é direcionado, portanto, às seqüelas dos tratamentos utilizados para o combate ao câncer e não à doença em atividade. O Fonoaudiólogo tem o papel de auxiliar a mobilização natural do organismo do próprio paciente, desenvolvendo mecanismos compensatórios, possibilitando a recuperação da melhor condição possível para desempenhar as funções de mastigação, deglutição e fala. O melhor desempenho destas funções é essencial na alimentação e no uso da comunicação oral, visando a melhora da qualidade de vida.

Etapas do atendimento:

Quando escutamos que um paciente está com Infecção Hospitalar (IH), a primeira idéia que vem à mente de grande parte da população, é a falta de qualidade na assistência à saúde. Contudo, para esclarecer este assunto, precisamos saber:

Acompanhamento pré-operatório (ou pré-tratamento):

Na Fonoaudiologia, a orientação pré-operatória abrange os objetivos de estabelecer vínculo e prover suporte e segurança ao paciente, avaliar as habilidades de comunicação e deglutição, fornecer informações sobre a produção normal da fala e deglutição, e, finalmente, preparar para a cirurgia, para a perda ou alteração da voz e/ou da deglutição. Sempre que possível, a orientação também é dada à família, uma vez que o sucesso da reabilitação está intimamente relacionado com as atitudes dos familiares frente às dificuldades do paciente e ao seu esforço para falar e deglutir.

Acompanhamento pós-operatório:

Nesse momento tem-se noção das seqüelas presentes em maior intensidade e pode-se promover orientações que impliquem em maior conforto ao paciente.

Reabilitação Fonoaudiológica:

A reabilitação propriamente dita, geralmente, inicia-se 15 dias após a cirurgia, caso não haja complicações. Os pacientes são atendidos individualmente em sessões de trinta minutos. Conforme as dificuldades apresentadas, a freqüência será semanal, quinzenal ou mensal.

O planejamento de terapia contempla as particularidades presentes em cada caso, considerando a peculiaridade da adaptação de cada indivíduo.

No tratamento do paciente com disfagia, o principal objetivo é a retirada da sonda nasogástrica e o restabelecimento da alimentação via oral. No decorrer do tratamento da deglutição, procura-se inserir novas consistências alimentares e retirar manobras compensatórias, de modo que a deglutição fique o mais natural possível.

Com relação à articulação da fala, trabalha-se com a maximização das estruturas remanescentes, o desenvolvimento de articulações compensatórias e a desativação de compensações que possam estar contribuindo negativamente para a sua.

As seqüelas vocais têm um impacto significativo na habilidade de comunicação oral. São, em geral, decorrentes de cirurgias denominadas laringectomias parciais ou totais. Em ambos os casos, o trabalho é visa a melhor forma de comunicação. A respiração, a articulação e a intensidade vocal são trabalhados para a melhora da inteligibilidade da fala.

As laringectomias totais têm como conseqüência a perda do mecanismo fonatório básico, ficando o individuo privado de expressar emoções e idéias através de sua voz. Neste caso, o objetivo é oferecer uma forma alternativa de comunicação, como a voz esofágica (que pode ser produzida pelo esôfago) e quando possível, trabalhar a fala usando equipamentos auxiliares para a produção da voz.

A reabilitação Fonoaudiológica se baseia em adequar funções, dentro dos limites anátomo-funcionais impostos pelo tratamento realizado, visando a melhor adaptação do paciente, em favor de sua reintegração social, na busca de uma melhor qualidade de vida.

Em caso de dúvida, procure o profissional Fonoaudiólogo do Hospital Uopeccan.

O Serviço de Nutrição e Dietética – SND do Hospital Uopeccan é composto atualmente por 22 funcionários altamente qualificados e preocupados com a alimentação de todos os pacientes atendidos pela instituição. O serviço é realizado por nutricionistas, que juntas zelam pela qualidade das refeições servidas, cumprindo rigorosamente todas as normas e rotinas exigidas pela legislação em vigor, no que diz respeito a Boas Práticas de Fabricação.

Na clínica as nutricionistas acompanham de forma criteriosa todos os pacientes internados e/ou atendidos no ambulatório de quimioterapia, radioterapia e ambulatório cirúrgico. Para que o atendimento seja a cada dia mais qualificado e direcionado ao paciente oncológico, as nutricionistas buscam constante aperfeiçoamento na área e, coordenam a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional – EMTN, que discute novos protocolos e condutas referentes ao Serviço de Nutrição na Uopeccan.

Considerando que o paciente oncológico exige o atendimento de uma equipe multidisciplinar, o SND participa de diversas comissões que discutem melhorias e novas propostas de atendimento, em diversos aspectos: Comissão de Humanização, Comissão de Controle e Infecção Hospitalar, Comissão de Curativos, Comissão de Análise de Projetos de Pesquisa, Comissão do Transplante de Medula Óssea e Grupo Interdisciplinar de Atendimento Paliativo.

O setor desenvolve inúmeros projetos de pesquisa (todos adequados a resolução do Conselho Nacional de Saúde), com intuito de coletar informações que possibilitem um melhor atendimento, no que diz respeito a nutrição, de pacientes atendidos na Uopeccan. Recentemente o serviço foi convidado a integrar o Grupo de Estudos Multicêntrico em Oncologia e Nutrição Pediátrica – GEMON-Ped, com o intuito de estudar e aprofundar os conhecimentos inerentes aos pacientes oncológicos pediátricos atendidos na instituição e, colaborar para a criação de protocolos nutricionais que possam ser utilizados em âmbito nacional (conforme dados coletados em diversas instituições oncológicas que atendam pacientes pediátricos).

Uma boa condição de saúde bucal é importante para o tratamento do câncer e é visando o sucesso deste tratamento que o setor de odontologia da Uopeccan oferece atendimento odontológico a todos os pacientes que são submetidos a tratamento com quimioterapia, radioterapia na região de cabeça e pescoço e Transplante de medula óssea (TMO).

Os pacientes têm acompanhamento odontológico antes, durante e após o tratamento oncológico, minimizando assim focos de contaminação bucal e melhorando a qualidade de vida.

A primeira consulta, antes do tratamento oncológico, diagnosticará as condições bucais, englobando a mucosa, dentes, periodonto e periápice. O cirurgião dentista também orienta o paciente a respeito das possíveis alterações bucais e dos cuidados com a higiene bucal durante o tratamento.

Indispensáveis no combate ao câncer, a quimioterapia pode causar inúmeros comprometimentos à cavidade bucal, citando-se, como os mais comuns a mucosite e a xerostomia.

A mucosite é uma inflamação da mucosa bucal e dependente da dose dos diversos agentes quimioterápicos. Caracteriza-se como o efeito colateral mais comum da quimioterapia, atingindo até 40% dos pacientes em tratamento antineoplásico. A Organização Mundial de Saúde classifica a mucosite oral em quatro estágios. O primeiro estágio é caracterizado pelo aparecimento de estrias brancas em toda a mucosa (bochecha, gengiva). No segundo estágio surgem algumas ulcerações mas o paciente consegue se alimentar. A partir do terceiro, o paciente já não tem condições de ingerir alimentos sólidos, apenas líquidos e, no quarto e mais grave, nem líquidos – não há outra maneira de se alimentar que não por meio de uma sonda. Às vezes, em função da dor intensa, sua capacidade de fala também fica comprometida.

Além disso, a mucosite também pode ser uma porta de entrada para infecções secundárias locais e sistêmicas que por sua vez podem levar o paciente a óbito.

A xerostomia (também conhecida como boca seca) é um sintoma relacionado à falta de saliva. Pode causar dificuldade em falar e comer e também pode levar ao aparecimento da halitose (mau hálito) e aumento dramático de cáries dentárias, já que o efeito de proteção da saliva não está presente. Além disso, pode fazer com que a mucosa da boca se torne mais vulnerável a infecções.

A relevância da prevenção dos efeitos colaterais bucais em pacientes com câncer é composta por dois aspectos importantes: o primeiro referente ao controle da dor; o segundo relativo à prevenção da instalação de processos infecciosos locais/sistêmicos e deficiência das funções bucais.

É muito importante que haja uma adequação saudável do meio bucal por meio da eliminação de processos inflamatórios e infecciosos sejam eles agudos ou crônicos, além de uma orientação rigorosa da higiene a ser mantida com escovas, creme dental, soluções e produtos especializados.

Esta é a melhor forma de se prevenir o aparecimento de alterações bucais e é com o objetivo de evitar estas alterações que o departamento de odontologia da Uopeccan trabalha colaborando para o sucesso do tratamento com quimioterapia, radioterapia e dos pacientes submetidos a TMO.

Luiz Fernando Zoch
Cirurgião Dentista
Especialista em Patologia Bucal
CRO/PR – 11554

O Serviço de Psicologia do Hospital Uopeccan objetiva o acompanhamento e suporte individual e/ou do grupo de pacientes e familiares, proporcionando condições favoráveis para:

* Integração social do paciente portador de câncer;
* Assimilação de seu diagnóstico e o acolhimento de sua reação de choque inicial frente à doença;
* Continuidade de atendimentos que colaborem para que o paciente formule estratégias de enfrentamento quanto à sua doença;
* Efetiva orientação onde o paciente possa compreender seu tratamento, conseqüências, efeitos e possíveis reações colaterais (físicas e emocionais);
* Facilitação de meios para reabilitação emocional e melhoria da qualidade de vida;
* Acompanhamento junto a pacientes em cuidados paliativos e seus familiares em processo de luto;
* Espaço de “escuta” e acolhimento à demanda emocional vinda de todo e qualquer paciente em atendimento oncológico na Instituição, estendendo-se ao familiar que assim o deseje ou solicite.

Conheça um pouco sobre a Psicologia Hospitalar:

O psicólogo hospitalar constrói sua prática e sua reflexão diante das exigências que o universo hospitalar apresenta.
A Psicologia Hospitalar na Oncologia surge exatamente devido à necessidade de estabelecer um saber e uma prática reflexiva sobre a interface entre Psicologia-Oncologia, e atender às demandas de pacientes internados e ambulatoriais no que tangue as especificidades do processo Saúde-Doença.
Assim,a Psicologia Hospitalar na Oncologia (ou a Psico-Oncologia) se difere da psicologia de consultório devido à vários fatores (tempo de duração, local ou setting terapêutico, demanda, proximidade com a doença e morte, pagamento, transferência afetiva e outros), devido à hospitalização o paciente com câncer apresenta um nível de estresse e ansiedade muito altos, pode estar em fases distintas de seu processo saúde-doença, inclusive hospitalizado por um câncer terminal e necessitando de apoio psicológico continuado até o desfecho de seu óbito.
O processo saúde-doença, a rotina hospitalar, internamentos freqüentes, exames invasivos, tratamentos de longa duração são estressores na vida dos pacientes, e a Psicologia pode interferir positivamente almejando a condução de aspectos relativos à qualidade de vida. Dentre as tarefas desenvolvidas podemos mencionar:

* Suporte emocional para o choque inicial decorrente da confirmação diagnóstica,
* Preparo emocional para a fase pré-operatória (medo da anestesia, fantasias sobre a cirurgia, dificuldades para aceitação de cicatrizes, sequelas funcionais e estéticas, mutilações, quadros de dor, adesão ao tratamento),
* Acompanhamento na fase pós-operatória (reabilitação psicossocial, aceitação, auto-estima, funcionalidade, organização emocional),
* Orientações e suporte emocional para os tratamentos com Quimioterapias e Radioterapias (com suas reações psico-orgânicas indesejáveis, suas possíveis conseqüências, efeitos, expectativas, restrições, dificuldades de enfrentamento emocional),
* Enfrentamento para os períodos de Hospitalização decorrentes dos tratamentos ou da própria doença (como o longo tempo de internamento que favorece quadros depressivos, certo isolamento devido à baixa imunidade, alopécia, enjoos, vômitos, e dificuldade de compreender o tratamento de forma positiva visto que seus efeitos são agressivos ao paciente),
* Enfrentamento para os períodos de crise ou períodos de internamento em UTI com o quadro físico-emocional agravado pela doença ou necessidade de tratamento,
* Trabalhar questões que envolvam a doença, a morte e a própria perspectiva existencial nesse contexto são pontos diários na discussão de toda equipe para a melhoria das condições de atendimento à pacientes e suas famílias,
* Aumento da autonomia do paciente,
* Reforço da expectativa consciente de cura,
* Fortalecimento do vínculo e da comunicação.

Para o caso da Oncopediatria as características são ainda mais específicas e peculiares pois a linguagem, as expectativas, o vínculo mãe-criança, a restrição social escolar, o afastamento da rotina, as fases de desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo de crianças e adolescentes são distintos.
Sabemos da importância de dar o necessário suporte ao paciente em período tão delicado e especial de sua vida. Os atendimentos psicológicos no hospital são focados, de curta duração, com objetivos definidos que podem envolver a orientação e a psicoterapia breve.
Especificamente no Hospital Uopeccan o foco de trabalho está voltado ao paciente oncológico e sua família, considerando as particularidades de seu processo pessoal, as exigências do tratamento oncológico e a humanização hospitalar.

Atendimento Psicológico na UTI

O serviço de psicologia do Hospital Uopeccan realiza atendimento psicológico ao paciente e seu familiar durante o período de internação na UTI, através de um atendimento humanizado, integrado junto a uma equipe de profissionais qualificados. Esta unidade dispõe de folder informativo, protocolo de retirada do paciente ao ambiente externo. Proporcionando um espaço de interação com a família e o ambiente verde no jardim da casa de apoio. Os familiares são devidamente orientados para que o paciente obtenha o melhor tratamento e mínimo de desconforto possível mediante a hospitalização.

O profissional assistente social encontra-se inserido na divisão social e técnica do trabalho, como uma especialização que tem por objetivo intervir no processo social, respaldado em uma análise teórico-crítica da sociedade. Sendo assim, ocupa um espaço importante nas instituições públicas, privadas e entidades beneficentes, como é o caso do Hospita Uopeccan

O espaço sócio-ocupacional do hospital se coloca enquanto instituição que conta com o trabalho do assistente social desde o ano de 2001, sendo que desde então, existe uma preocupação por parte deste profissional em atender as diversas refrações colocadas diariamente pela “questão social”, nas quais se insere o usuário atendido pela entidade.

Levando em conta as atribuições do assistente social frente ao seu usuário e considerando o que o Artigo 3º da Lei 8.080/90 coloca enquanto entendimento mais amplo de saúde, entende-se a importância deste profissional atuando nesta área.

A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso a bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país (Artigo 3º da Lei 8.080 de 19/09/1990).

A sociedade ainda paralisa seu entendimento em saúde como a ausência de doença, mas desigualdades sociais em saúde também merecem destaque a fim de aprimorar a discussão.

A atuação do assistente social no Hospital Uopeccan vem responder a uma exigência estabelecida pelo Ministério da Saúde, através da Portaria Nº 3.535 de 2 de setembro de 1998, que coloca entre os serviços de suporte, nos Centros de Atendimento em Oncologia, o Serviço Social.

A ação desenvolvida pelo Serviço Social na Uopeccan tem como objetivo avaliar fatores sociais, culturais, políticos e econômicos que permeiam a realidade dos usuários e seus familiares, buscando formas de enfrentamento para as questões e identificando problemas de ordem social que possam intervir no tratamento.

Quando o usuário recebe o diagnóstico positivo para o câncer, suas reações e atitudes são diversas, o que depende de fatores culturais, sociais, econômicos e educacionais. Portanto, é necessário que o usuário e sua família sejam orientados e esclarecidos a respeito da doença, seu tratamento e possíveis dificuldades que possam surgir no decorrer do mesmo.

O Serviço Social do hospital se utiliza dos instrumentais técnico- operativos para a realização de um trabalho muito próximo ao usuário em início de tratamento e no decorrer deste, mas busca também uma proximidade aos familiares que o acompanham nesta fase de sua vida, fase esta onde a rotina de todo o núcleo familiar se vê cheia de novas demandas. A família que se encontra com um de seus membros acometido de uma doença oncológica pode, sem sombra de dúvida, aumentar o grau de vulnerabilidade muitas vezes já vivenciado antes da doença. Nesse sentido, o assistente social ocupa um papel fundamental junto ao usuário com câncer e sua família, atuando em todas as fases de tratamento.

Os principais instrumentais técnico-operativos utilizados durante a intervenção profissional no ambiente hospitalar de alta complexidade são o atendimento individual, entrevista, observação, visitas ao leito, atendimentos em grupo (paciente – equipe – família).

A utilização dos instrumentais técnico-operativos no cotidiano do Serviço Social da Uopeccan pauta-se em uma proposta que visa ampliar a integralidade humana dos usuários portadores de câncer atendidos pela entidade, mantendo uma relação onde o usuário e toda a sua rede de apoio familiar encontre possibilidades de um atendimento que perpasse a dimensão única e exclusivamente da doença.

É uma especialidade odontológica que visa o tratamento de doenças, anomalias e tumores da região maxilo facial.

Instituído no Hospital Uopeccan em 1o de Abril de 2015, o Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CTBMF) presta atendimento aos pacientes submetidos à quimioterapia e à radioterapia de cabeça e pescoço, visando a amenizar e tratar sequelas tais como a xerostomia, osteorradionecrose e osteonecrose. Além disso, o Serviço de CTBMF realiza biópsias que contribuem para o diagnóstico e o tratamento adequado das lesões bucais.

O Serviço de CTBMF tem âmbito multidisciplinar, isto é, atua simultaneamente com outras áreas hospitalares, como, por exemplo, o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, onde são realizados procedimentos cirúrgicos, como a reconstrução facial e o fechamento das comunicações bucosinusais, os quais têm o intuito de amenizar as mutilações cirúrgicas, melhorar a harmonia facial e, especialmente, a qualidade de vida do paciente.

Dr. Jean Carlos Della Giustina

Cirurgião Traumatologista Buco-Maxilo-Facial – CRO/PR – 19853