Tumores Abdominais

Massas abdominais acontecem com freqüência na infância, com sua etiologia variando desde processos benignos até processos de alta malignidade. Portanto, toda massa abdominal na criança sempre deve ser considerada uma emergência médica, exigindo conduta imediata para esclarecimento diagnóstico e tratamento adequado.

A idade da criança, a maneira como foi descoberta a massa, a presença de sintomas associados vão nortear o pediatra para o seu diagnóstico. A natureza da massa abdominal, se maligna ou benigna, o estadiamento, o tempo de evolução, o acesso aos Serviços de Saúde, a conduta médica adequada, vão ser importantes na chance de cura do pequeno paciente.

Todo tumor abdominal sólido é maligno até que se prove o contrário, demandando uma conduta médica adequada e em curto espaço de tempo. Os tumores abdominais malignos mais comuns na infância são o Tumor de Wilms e o Neuroblastoma, ambos localizados no retroperitôneo. Ao lembrarmos a topografia do abdômen podemos perceber que diversos tumores podem aí se originar.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS MASSAS ABDOMINAIS
 
  • ABDÔMEN SUPERIOR
    • Rins
    • Adrenais
    • Retroperitôneo
    • Fígado e ductos biliares
    • Pâncreas
    • Tubo digestivo
  • ABDÔMEN INFERIOR
    • Ovários
    • Útero/Trompas
    • Vagina
    • Próstata
    • Bexiga/uretra
    • Retroperitôneo
    • Intestino

Importante conhecer os inícios de benignidade e de malignidade de uma massa abdominal, para que a conduta seja adequada e o paciente encaminhado para o local apropriado, Em caso de massa benigna, um serviço de Cirurgia Pediátrica será o necessário. Caso tenhamos indícios de malignidade, o encaminhamento deverá ser para serviço especializado, uma vez que a cirurgia tem um papel de destaque no tratamento dos tumores abdominais malignos, mas não é necessariamente a 1ª arma a ser utilizada. Equipes treinadas podem decidir qual o melhor momento para o procedimento cirúrgico.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS MASSAS ABDOMINAIS
 
  • INDÍCIOS DE BENIGNIDADE
    • Idade inferior a 1 ano
    • Massa assintomática
    • Evolução lenta
    • Quadro doloroso agudo
    • Localização
    • Consistência
    • Mobilidade
  • INDÍCIOS DE MALIGNIDADE
    • Idade superior a 1 ano
    • Evolução rápida
    • Localização
    • Consistência
    • Mobilidade
    • Obstrução urinária
    • Sangramento
    • Massa polipóide

Ainda devemos levar em conta que uma parte das massas é considerada como tendo tratamento “clínico”. É o exemplo dos linfomas não Hodgkin abdominais, onde um procedimento cirúrgico poderá ser desastroso para o paciente. Entre as “cirúrgicas”, o exemplo clássico para a malignidade é o tumor de Wilms, que não deverá ser removido se estiver em tamanho avançado. O risco de uma ruptura tumoral com disseminação em abdômen poderá comprometer irremediavelmente a cura do paciente.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS MASSAS ABDOMINAIS
 
  • 50% “clínicas”
    • hepatomegalia e /ou esplenomegalia
      • doenças infecciosas
      • doenças de depósito
      • leucemias
      • linfomas
  • 50% “cirúrgicas”
    • rim e trato urin - 50%
      • Hidronefrose - 40%
      • Tu Wilms - 30%
      • D. renal cistica - 22%
    • outros locais - 50%
      • intraperitoneal - 39%
      • retroperitoneal - 61%
 
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