Etapas do atendimento

      Quando escutamos que um paciente está com Infecção Hospitalar (IH), a primeira idéia que vem à mente de grande parte da população, é a falta de qualidade na assistência à saúde. Contudo, para esclarecer este assunto, precisamos saber:

Acompanhamento pré-operatório (ou pré-tratamento):

      Na Fonoaudiologia, a orientação pré-operatória abrange os objetivos de estabelecer vínculo e prover suporte e segurança ao paciente, avaliar as habilidades de comunicação e deglutição, fornecer informações sobre a produção normal da fala e deglutição, e, finalmente, preparar para a cirurgia, para a perda ou alteração da voz e/ou da deglutição. Sempre que possível, a orientação também é dada à família, uma vez que o sucesso da reabilitação está intimamente relacionado com as atitudes dos familiares frente às dificuldades do paciente e ao seu esforço para falar e deglutir.

Acompanhamento pós-operatório:

Nesse momento tem-se noção das seqüelas presentes em maior intensidade e pode-se promover orientações que impliquem em maior conforto ao paciente.

Reabilitação Fonoaudiológica:

A reabilitação propriamente dita, geralmente, inicia-se 15 dias após a cirurgia, caso não haja complicações. Os pacientes são atendidos individualmente em sessões de trinta minutos. Conforme as dificuldades apresentadas, a freqüência será semanal, quinzenal ou mensal.

O planejamento de terapia contempla as particularidades presentes em cada caso, considerando a peculiaridade da adaptação de cada indivíduo.

No tratamento do paciente com disfagia, o principal objetivo é a retirada da sonda nasogástrica e o restabelecimento da alimentação via oral. No decorrer do tratamento da deglutição, procura-se inserir novas consistências alimentares e retirar manobras compensatórias, de modo que a deglutição fique o mais natural possível.

Com relação à articulação da fala, trabalha-se com a maximização das estruturas remanescentes, o desenvolvimento de articulações compensatórias e a desativação de compensações que possam estar contribuindo negativamente para a sua.

As seqüelas vocais têm um impacto significativo na habilidade de comunicação oral. São, em geral, decorrentes de cirurgias denominadas laringectomias parciais ou totais. Em ambos os casos, o trabalho é visa a melhor forma de comunicação. A respiração, a articulação e a intensidade vocal são trabalhados para a melhora da inteligibilidade da fala.

As laringectomias totais têm como conseqüência a perda do mecanismo fonatório básico, ficando o individuo privado de expressar emoções e idéias através de sua voz. Neste caso, o objetivo é oferecer uma forma alternativa de comunicação, como a voz esofágica (que pode ser produzida pelo esôfago) e quando possível, trabalhar a fala usando equipamentos auxiliares para a produção da voz.

A reabilitação Fonoaudiológica se baseia em adequar funções, dentro dos limites anátomo-funcionais impostos pelo tratamento realizado, visando a melhor adaptação do paciente, em favor de sua reintegração social, na busca de uma melhor qualidade de vida.

Em caso de dúvida, procure a Fonoaudióloga do Hospital do Câncer de Cascavel-UOPECCAN.

Fga Fabiana Albiero – CRFa – PR – 6138.