Esôfago

O esôfago é um tubo longo e delgado que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até ointerior do sistema digestivo, através de contrações musculares.

O câncer de esôfago mais freqüente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos. O adenocarcinoma vem tendo um aumento significativo principalmente em casos de esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo gástrico para dentro do esôfago.

O câncer de esôfago apresenta uma alta taxa de incidência em países como a China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, consta entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes, e em 2000 foi o sexto tipo mais mortal, com 5.307 óbitos.

De acordo com as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA, o câncer de esôfago deverá atingir 8.895 pessoas (6.775 homens e 2.120 mulheres) e causar 5.595 mortes em 2003.

O câncer de esôfago é mais incidente a partir dos 40 anos e está associado ao alto consumo de bebidas alcóolicas e de produtos derivados do tabaco (tabagismo). Outras condições que podem ser predisponentes para a maior incidência deste tumor são a tílose (hiperceratose nas palmas das mãos e na planta dos pés), a acalasia, o esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago, síndrome de Plammer-Vinson (deficiência de ferro), agentes infecciosos (papiloma vírus - HPV) e história familiar deste tipo de câncer.

Para prevenir o câncer de esôfago é importante a adoção de uma dieta rica em frutas e legumes, e evitar o consumo freqüente de bebidas quentes, alimentos defumados, bebidas alcóolicas e produtos derivados do tabaco.

A detecção precoce do câncer de esôfago torna-se muito difícil, pois essa doença não apresenta sintomas específicos. Indivíduos que sofrem de acalasia, tílose, refluxo, síndrome de Plammer-Vinson e esôfago de Barrett possuem mais chances de desenvolver o tumor, e por isso devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.

O câncer de esôfago não apresenta muitos sintomas, e sua evolução se dá silenciosamente. Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já demonstra a doença em estado avançado. A dor na deglutição evolui da disfagia de alimentos sólidos, chegando até a de alimentos pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal.

Os sinais deste tipo de câncer são geralmente inexpressivos em estágios iniciais. Porém, alguns sintomas são característicos como a dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.