Endometrio Quanto ao endométrio, que é a mucosa que reveste a cavidade interna do útero, a prevenção não é possível; entretanto, o diagnóstico precoce é essencial para a cura da paciente. O câncer do endométrio ocupa, nos países desenvolvidos, o 1º lugar entre as diversas localizações do aparelho genital feminino, nos países desenvolvidos. No Brasil ele está situado em 4º lugar entre as localizações genitais.
Há um aumento gradativo do número de pacientes portadoras de câncer do endométrio nos últimos anos, devido ao aumento da expectativa de vida; visto que o câncer do endométrio é um câncer da mulher idosa, e também devido ao aumento significativo do uso prolongado e indiscriminado dos hormônios estrogênicos para o tratamento do climatério e da menopausa.
Existe um grupo de mulheres onde a incidência de câncer do endométrio é bem maior, e essas mulheres são consideradas pacientes de alto risco. São considerados fatores de risco: a idade, porque é uma doença da mulher idosa; a alimentação porque é mais constante em mulheres com maior ingestão de gordura. É também mais comum nas mulheres que tiveram uma menarca precoce e uma menopausa tardia, além daquelas que não tiveram filhos. Ainda como fator de risco está o uso prolongado e indiscriminado, em altas doses, dos hormônios estrogênicos para o tratamento da reposição hormonal da menopausa.
O câncer do endométrio vem sempre acompanhado pela hipertensão, diabetes e obesidade, que também são considerados fatores de risco.
O diagnóstico precoce deve ser procurado, fazendo-se, anualmente, depois dos 40 anos, uma ultra-sonografia do útero. Após a menopausa, qualquer perda sangüínea pela via vaginal deverá ser logo investigada para a descoberta precoce de qualquer lesão pré-maligna ou já maligna em fase inicial.
O uso prolongado de pílulas anticoncepcionais que contenham progestogênio diminui bastante os casos de câncer do endométrio.
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